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Escola rural completa 18 anos e lança publicação sobre sua proposta de educação integral (no site do Instituto Paulo Freire)

Postagem do Instituto Paulo Freire disponível em aqui.

Livro apresenta o resultado de estudo com uma amostra de egressos da Escola Estadual Rural Taylor-Egídi, localizada em Jaguaquara, na Bahia.

 

faixada da escola

 

A Escola Estadual Rural Taylor-Egídio (ERTE) foi implantada em março de 2001, no município de Jaguaquara, localizado no sudoeste da Bahia, na micro região de Jequié, distante 320 km da capital do Estado, Salvador.

 

Segundo Sonilda Sampaio Santos Pereira, primeira diretora e atualmente aposentada-voluntária da ERTE, “a escola é pioneira, em sua região, por suas singularidades: residencial, pedagogia de alternância, educação integral e proposta genuinamente freireana”.

 

Sonilda conta que uma de suas orientandas, aluna da primeira turma de pós-graduação lato sensu em Educação no/do Campo – curso que nasceu sob a inspiração da ERTE – da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) pesquisou, a partir do estudo com uma amostra de egressos da ERTE, como a educação integral, proposta e desenvolvida pela escola, em seus primeiros dezessete anos, foi apreendida pelos estudantes.

 

O resultado dessa pesquisa é o livro intitulado “A Escola Rural Taylor-Egídio (ERTE) e a proposta de educação integral: a prova dos nove”, de Sonilda Sampaio Santos Pereira e Vilmaci dos Santos Dias.

 

 

Escola livro capaClique aqui e baixe o pdf do livro.

A Escola Rural Taylor-Egídio (ERTE) e a proposta de educação integral: a prova dos nove (livro completo)

A Escola Rural Taylor-Egídio (ERTE) e a proposta de educação integral: a prova dos nove

Sonilda Sampaio Santos Pereira e Vilmaci dos Santos Dias

Jaguaquara – BA: Editora Curviana, 2019.

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Primeiro capítulo – Pra início de conversa

Sonilda Sampaio Santos Pereira e Vilmaci dos Santos Dias

A Educação do/no Campo tem sido objeto de nosso interesse, há duas décadas. O campo do nordeste brasileiro, especialmente do sudoeste da Bahia, atraiu nossa atenção quando assumimos, em 1998, o ideal de integrar um grupo que sonhava com uma escola genuinamente camponesa, uma escola cujos ditames emergissem das realidades, das lutas, das singularidades, dos saberes, da vida sendo das pessoas do campo.

Desde então, a literatura sobre o campo, sobre as pessoas e suas possibilidades de sobrevivência no campo, sobre a educação formal e informal do campo, ocupou nossas agendas e serviram-nos de base para produções científicas. Com isso, afirmamos a relevância do tema e o motivo de inserirmos este trabalho na linha de pesquisa 2 – Educação do campo: currículo, métodos, formação e práxis pedagógica, do Curso de Pós-Graduação Latu Sensu em Educação do/no Campo, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), coordenado pela Profa. Dra. Tânia Regina Braga Torreão Sá.

Não obstante nosso empenho pela Educação do/no Campo, como um todo, neste trabalho tentamos fazer um recorte e focar, com maior precisão, a Escola Estadual Rural Taylor-Egídio (ERTE), sua história, como lugar, campo e objeto de estudo com a intenção de evocar a memória e preservar a história, o que se encontra Na segunda parte.

E, para buscar dar conta do nosso intento de rememorar a história da ERTE que é nossa própria história, uma vez que, nela e com ela, fomos nos constituindo como educadoras, fizemos opções metodológicas. Portanto, o que e como fizemos a pesquisa, encontra-se na terceira parte.

Na quarta parte, nos debruçamos nos estudos dos dois pilares que mais singularizam a história da ERTE: a educação integral, propagada tanto nos documentos oficiais, quanto nos discursos informais; e a prática da Pedagogia de Alternância. Ressaltamos que, nessas duas décadas, a proposta de educação integral tem sido a marca, por excelência, da política pedagógica da ERTE.

Daí, justificarmos o interesse que temos, nesta altura da história, em investigarmos a efetividade da referida educação. A quinta parte se ocupa em apresentar a prova dos nove[1], isto é, a análise dos dados da pesquisa realizada com os colaboradores-parceiros, que são os egressos da experiência de imersão na escolaridade formal, perspectivadora da educação integral, por meio da Pedagogia de Alternância.

Assim, ao colocarmos na mesa nossos anseios, confianças e desconfianças sobre a efetividade da educação integral, anunciada na ERTE, em seus dezessete primeiros anos, oportunamente, avaliamos também o esforço que estamos a empreender desde 1998, quando tudo era sonho, utopia, e o projeto começava a ser escrito, as paredes começavam a erguer-se e nós começávamos a, tateando, lançar propostas administrativo-pedagógicas e, em 2001, estávamos iniciando a escola camponesa residencial, freiriana.

Deste modo, à moda antiga, resolvemos fazer a prova dos nove, e, sem medo, buscar o “teste de validade” das nossas afirmações e práticas. Desta forma, justificamos a importância da pesquisa: em sendo a ERTE, no senso comum, um relevante trabalho social e educacional na região onde se insere, urge que, com um mínimo rigor acadêmico, também seja reconhecida, ou mais reconhecida, na academia e, quiçá, junto aos poderes públicos governamentais.

Como não poderia ser diferente, a ERTE é uma escola camponesa, no nordeste do Brasil, com proposições partindo das realidades dos camponeses, buscando a perspectiva da integralidade do ser, aberta ao diálogo, sem medo de tentativas. Seu lastro é freiriano. Por isso, intencionalmente e para fortalecimento do bem da educação do nordeste e do Brasil, cada parte é motivada por uma epígrafe de Paulo Freire, que a resume.  Com razão, ao prefaciar o livro comemorativo dos quinze anos da ERTE, Magda Soares o fez em seu nome e em nome dele:

A minha vida tem sido dedicada à luta por uma escola pública que promova equidade, justiça social, igualdade de direitos para os grupos oprimidos da sociedade, mas diante da ERTE, dos 15 anos da ERTE, me sinto pequena, porque ainda longe de ver realizada a utopia que persigo, mas me sinto também feliz e gratificada, porque a utopia se fez realidade em Jaguaquara, na Escola Estadual Rural Taylor-Egídio, a ERTE: em algum lugar deste país um grupo vem transformando o mundo, um grupo vem comprovando que é possível transformá-lo,  que sonhos podem realizar-se.  Eu me sinto feliz por saber da utopia feita realidade; Paulo Freire se sentiria feliz se ainda entre nós estivesse e soubesse de sua utopia feita realidade. Assim, tenho a audácia de dizer que é não só em meu nome, mas também no dele, nosso mestre, que escrevi este prefácio (SOARES, In: PEREIRA; DIAS, 2017).


[1] Quando as calculadoras ainda não eram populares, os contabilistas utilizavam um truque para verificar se suas contas estavam corretas: a conhecida prova dos noves ou do “noves fora”. Trata-se de um teste de validade para o cálculo manual de somas, subtrações, divisões e multiplicações de números inteiros  (https://www.somatematica.com.br/faq/nove.php – consulta feita em 16/11/2018).

A escola que sonhei e ajudei a construir (livro completo)

Organizadoras:
Sonilda Sampaio Santos Pereira
Hildacy da Silva Mota Dias

Copyright © 201 7, Ponto e Vírgula
Jequié, para presente edição.
1 ª Edição Março de 201 7
Revisão Textual
Valter Cezar Andrade Jr.
Projeto Gráfico e Diagramação
Gisele Silva Cezar Andrade e
Valter Cezar Andrade Jr.

 

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Prefácio

Magda Becker Soares

Em 2013, eu, vinda de Minas Gerais, Belo Horizonte, ela, vinda da Bahia, Jaguaquara, encontramonos em um evento em Santa Catarina, Florianópolis, e, antes tão distantes na geografia, logo nos reconhecemos almas-irmãs: Sonilda e eu. Uma surpreendente combinação de acasos,  surpreendente e rara, uniu duas pessoas igualmente comprometidas com uma educação de qualidade, promotora de justiça social, construída sobre o respeito às diferenças, uma educação que sobretudo garanta igualdade e equidade a crianças e adolescentes em geral desamparados em uma sociedade que trata de forma desigual os que são ricos e os que são pobres, os que são urbanos e os que são do campo, entre tantas outras discriminações. E também por isso nos descobrimos ambas discípulas de Paulo Freire, ambas em busca da utopia que esse nosso mestre sempre perseguiu.

Utopia? Paulo Freire gostaria de ver a utopia feita realidade, foi o que eu pensava quando Sonilda me contava sobre a ERTE, e eu ouvia embevecida. E recordava as palavras de Paulo Freire que têm sido minha permanente inspiração e minha orientação na vida: Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenho para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.

Sonilda e essa maravilhosa equipe que com ela construiu a ERTE transformaram o mundo de um grande número de crianças e adolescentes camponeses, para os quais tinham um certo sonho ou projeto de mundo, uma utopia da qual não se limitaram a falar, mas construíram, com práticas com ela coerentes, em apenas 15 anos, historicamente um curto tempo, uma realidade que é essa admirávelescola comprometida com uma educação de qualidade que garante igualdade, cidadania, direitos, respeitando as condições de vida, a cultura, as expectativas dos que vivem no campo. A minha vida tem sido dedicada à luta por uma escola pública que promova equidade, justiça social, igualdade de direitos para os grupos oprimidos da sociedade, mas diante da ERTE, dos 15 anos da ERTE, me sinto pequena, porque ainda longe de ver realizada a utopia que persigo, mas me sinto também feliz e gratificada, porque a utopia se fez realidade em Jaguaquara, na Escola Estadual Rural TaylorEgídio, a ERTE: em algum lugar deste país um grupo vem transformando o mundo, um grupo vem comprovando que é possível transformálo, que sonhos podem realizar-se.

Eu me sinto feliz por saber da utopia feita realidade; Paulo Freire se sentiria feliz se ainda entre nós estivesse e soubesse de sua utopia feita realidade. Assim, tenho a audácia de dizer que é não só em meu nome, mas também no dele, nosso mestre, que escrevi este prefácio.

A Escola Rural Taylor-Egídio (ERTE): Paradigma freiriano na alternância

A ESCOLA RURAL TAYLOR-EGÍDIO (ERTE): Paradigma freiriano na alternância

Regiane de Almeida Jordão

Dissertação apresentada à Universidade Nove de Julho – Uninove

São Paulo – 2012

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Relações Educacionais entre Famílias Rurais e Escola

RELAÇÕES EDUCACIONAIS ENTRE FAMÍLIAS RURAIS E ESCOLA: Um estudo na Escola Estadual Rural Taylor-Egídio em Jaguaquara – Bahia

Sonilda Sampaio Santos Pereira

Dissertação apresentada à Universidade Católica do Salvador

Salvador – 2005

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O Processo de aprendizagem de língua inglesa retratado em narrativas de crianças e adolescentes camponeses

O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA RETRATADO EM NARRATIVAS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CAMPONESES: O CASO DA ESCOLA ESTADUAL RURAL TAYLOR EGÍDIO

FANNIE SAMPAIO PEREIRA NOVAIS

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Resumo

Há intensa produção acadêmica (ARROYO, 2004; SOARES, 1993; LEITE; 1999) que denuncia o descaso histórico das políticas públicas educacionais quanto à educação das classes excluídas cultural, social, econômica e linguisticamente, sobretudo, da classe rural. A referida denúncia não contempla o descaso quanto aos processos de ensino e de aprendizagem de uma segunda língua (inglês) para camponeses. Acreditamos que este vazio se deva ao desprestígio cultural, social e lingüístico que o camponês sofre. Compreendemos que o processo de aprendizagem do sujeito camponês pode ser melhor conhecido se forem tomadas as suas narrativas de aprendizagem como objeto de análise, uma vez que estas fornecem dados de cunho social, cognitivo, afetivo etc. Este estudo teve como objetivo geral analisar as vantagens e desvantagens do processo de aprendizagem da língua Inglesa por alunos da 5ª série de uma escola rural por meio de suas narrativas de aprendizagem e fez a seguinte reflexão: que compreensões subjazem às experiências dos alunos do campo em relação a relevância da aprendizagem da língua inglesa para o contexto em que estão inseridos? Que fatores se constituem como vantagens e desvantagens do processo de aprendizagem da língua inglesa em suas narrativas? Em que sentido a escrita das histórias de aprendizagem beneficiam o sujeito aprendiz e o seu processo de aprendizagem da língua alvo?A metodologia de trabalho constou das seguintes etapas: coleta de narrativas, levantamento e análise de dados e descrição dos aspectos que foram possíveis observar a partir do contato com esses relatos de aprendizagem. O método narrativo tem sido amplamente utilizado nas Ciências Humanas e vem se firmando no campo desde a década de 80 (CATANI et al, 1997) por considerar como um de seus instrumentos de pesquisa a subjetividade humana, uma vez que esta é capaz de revelar inúmeros aspectos de suas vivências. As narrativas são, ao mesmo tempo, de caráter individual e coletivo, uma vez que revelam traços do sujeito que a elabora concomitantemente aos aspectos sociais que lhes configuram como um todo repleto de significação. Assim, “na pesquisa com base em narrativas, o narrador tem um papel fundamental, e esse papel jamais pode ser desprezado ou marginalizado.” (RAJAGOPALAN in Lima, 2010, p. 17) Além da coleta dos relatos de aprendizagem, foram feitas gravações de entrevistas semiestruturadas (TRIVIÑOS, 1987) com os sujeitos pesquisados a fim de completar os dados e as informações com as narrativas de aprendizagem dos mesmos. Almejamos que esse trabalho de rememoração e narrativa de suas histórias de vida propicie um rico material para estudos futuros, que contribua na busca de uma compreensão da experiência de aprendizagem por crianças camponesas e que suscite iniciativas de instituições educacionais e/ou individuais para que não mais seja negado ao sujeito campestre o acesso a uma segunda língua a qual permite outros olhares, para além daqueles que a língua materna já pode oferecer. O olhar mais amplo liberta e autoriza ao sujeito o protagonismo de sua história e possibilita o diálogo entre culturas. Dentre outros, a base epistemológica se ampara em Arroyo (2004), Barcelos (1995), Catani (1997), Leite (1999); Lima (2009, 2010, 2011), Paiva (2005), Pavlenko (2002), Rajagopalan (2005), Siqueira (2005), Soares (1993), Triviños, (1987) entre outros.

Palavras – chave: Aprendizagem de Língua Inglesa. Ensino fundamental. Narrativas. Estudante rural.

Navegando na história da educação no Brasil-Jaguaquara: análise de uma experiência educativa

Título original:

NAVIGANDO  NELLA   STORIA DELL’EDUCAZIONE   IN  BRASILE. 

JAGUAQUARA:   ANALISI   DI  UNA  ESPERIENZA  EDUCATIVA

Autora:

Maria Gerlandia De Oliveira Aquino

Publicada em 2014 pela UNIVERSITÀ  DEGLI  STUDI  DI  SASSARI, DIPARTIMENTO DI STORIA, SCIENZE DELL’UOMO E DELLA FORMAZIONE

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Ensino de Zoologia e a Pedagogia da Alternância: Reflexões sobre a prática docente

ENSINO DE ZOOLOGIA E A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DOCENTE

LETÍCIA COELHO DOS SANTOS

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RESUMO

Premissas atuais para o Ensino da Zoologia no contexto educacional expõem um panorama de desafios que precisam ser superados de modo que a prática pedagógica na Educação do/no Campo seja ressignificada. Assim, faz-se iminente e necessário incluir no currículo de Ciências e Zoologia da Educação do/no Campo temas como perda de biodiversidade, poluição, comércio e abate ilegal de animais silvestres, com o propósito de favorecer um Ensino de Zoologia crítico e contextualizado aos problemas locais e universais. A presente pesquisa foi realizada na Escola Estadual Rural Taylor-Egídio, escola de Educação do Campo, na cidade de Jaguaquara-Bahia, Brasil. A referida escola tem como proposta de organização pedagógica a Pedagogia da Alternância (PA), numa dinâmica na qual o educando/a alterna entre os espaços de aprendizagens, o tempo-escola e o tempo-comunidade. O objetivo geral deste trabalho foi investigar como a Zoologia vem sendo ensinada na ERTE, escola do campo, nos princípios da Pedagogia da Alternância. A pesquisa tem caráter qualitativo, utilizando como instrumento para a obtenção dos dados, a análise do Projeto Político Pedagógico e a matriz curricular do Ensino Fundamental da referida escola.  Também foi utilizada a caderneta de campo e registros fotográficos dos dados observados nas etapas de realização da pesquisa e a entrevista semiestruturada realizada com 7 (sete) professores de Ciências do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental que foram gravadas em áudio e posteriormente transcritas. Como expectativa inicial, esperávamos que os professores de Ciências da ERTE, desenvolvesse suas práxis incluindo temas emergentes do contexto ambiental em diálogo com os saberes dos estudantes campesinos que os levasse a reflexões sobre a fauna, a valorização e importância dos animais na natureza em detrimento de ações puramente antropocêntricas e utilitaristas. Os resultados, que não foram os expectados, apresentaram falta de base teórica por parte dos professores de Ciências, acerca da Educação do/no Campo e Pedagogia da Alternância, Ensino de Ciências e Zoologia. Estes resultados mostram de maneira explícita que os professores de Ciências da ERTE tem dificuldade para trabalhar com os conteúdos zoológicos numa perspectiva da conservação da biodiversidade animal. O caráter antropocêntrico ainda está presente no ensino de Ciências da ERTE reforçando as representações preconceituosas que costumamos ter sobre os animais. Diante das reflexões realizadas, a presente pesquisa visa contribuir com os “não saberes” de docentes das escolas campesinas. Saberes ainda não consolidados e sistematizados acerca do Ensino de Ciências e Zoologia na Educação do/no Campo na pedagógica da Alternância.

Palavras-chave: Educação do/no Campo. Ensino de Ciências. Prática docente.

Zoologia. Conservação.

Minidicionário do falar rural (livro completo)

 

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Minidicionário falar camponês de Jaguaquara – Bahia 2013

Um minidicionário do léxico e das  expressões utilizadas pelos camponeses de Jaguaquara‐Ba foi um sonho que acalentamos desde a inauguração da Escola Estadual Rural Taylor‐Egídio (ERTE), em março de 2001.

Em 2005, a partir da disposição e do espírito de pesquisa dos discentes do segundo semestre da disciplina Língua Portuguesa III, do Curso de Letras da UESB, demos o passo inicial para a documentação efetiva de um léxico e de uma sintaxe peculiares aos camponeses, que devem ser preservados por de registros como este.

Assim, em novembro de 2005, os referidos discentes, em parceria com os docentes da ERTE, participaram da primeira edição do minidicionário do falar rural das famílias camponesas, cujos filhos e netos eram alunos do projeto ERTE.

Naquele momento, a equipe discente da UESB responsável pela produção final do trabalho foi composta por: Edméia da Silva Casaes, Fagner da Silva Souza, Israel Nery santos, Jeane Borges dos Santos, Mary Sandra Bispo Barros, Nara Silva de Oliveira e Romilda da Conceição Silva.

Neste instante, oito (8) anos após a primeira edição, o mesmo espírito de pesquisa e compromisso foi encontrado nos discentes do Curso de Letras da UESB, da disciplina Língua Portuguesa III, terceiro semestre matutino, 2012/II. Então, decidimos dar continuidade à pesquisa. Desta feita, acrescentando as análises dos fenômenos linguísticos encontrados.

A presente edição traz informações sobre palavras frases, localidades e cacterísticas dos falantes camponeses que contribuíram para a realização e sistematização da pesquisa. Apresenta palavras e frases na variável padrão, utilizadas por falantes urbanos. E busca nomear e/ou explicar os fenômenos linguísticos.

Sonilda Sampaio