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Projeto Águas para o Bem

 

A partir dos estudos realizados para preparação da conferência infanto-juvenil pelo meio ambiente pelos alunos do 9º ano, cujo tema foi: As Escolas da Bahia Cuidando das Águas, surgiram os seguintes questionamentos: Como a escola pode estimular os alunos e comunidade local ao reaproveitamento da água? Que destino útil poderíamos dar às garrafas pets, resíduos produzido pelos moradores do entorno da escola?

A partir desses questionamentos surgiu o projeto de confecção de calhas feitas de material reciclado para captação das águas das chuvas.

Das escolas Estaduais da Regional Vale Jequiriçá, NTE 09, somente a ERTE participou.

A estudante Jucivânia Santos de Jesus brilhantemente representou a escola como delegada na Conferência Regional do Meio Ambiente, em 07 de maio de 2018.

Nosso projeto foi classificado para participar da conferência estadual em Salvador.

 Clique aqui para acessar o Projeto água_ERTE_2018

A escola que sonhei e ajudei a construir (livro completo)

Organizadoras:
Sonilda Sampaio Santos Pereira
Hildacy da Silva Mota Dias

Copyright © 201 7, Ponto e Vírgula
Jequié, para presente edição.
1 ª Edição Março de 201 7
Revisão Textual
Valter Cezar Andrade Jr.
Projeto Gráfico e Diagramação
Gisele Silva Cezar Andrade e
Valter Cezar Andrade Jr.

 

Clique aqui para o download do livro completo em PDF

Prefácio

Magda Becker Soares

Em 2013, eu, vinda de Minas Gerais, Belo Horizonte, ela, vinda da Bahia, Jaguaquara, encontramonos em um evento em Santa Catarina, Florianópolis, e, antes tão distantes na geografia, logo nos reconhecemos almas-irmãs: Sonilda e eu. Uma surpreendente combinação de acasos,  surpreendente e rara, uniu duas pessoas igualmente comprometidas com uma educação de qualidade, promotora de justiça social, construída sobre o respeito às diferenças, uma educação que sobretudo garanta igualdade e equidade a crianças e adolescentes em geral desamparados em uma sociedade que trata de forma desigual os que são ricos e os que são pobres, os que são urbanos e os que são do campo, entre tantas outras discriminações. E também por isso nos descobrimos ambas discípulas de Paulo Freire, ambas em busca da utopia que esse nosso mestre sempre perseguiu.

Utopia? Paulo Freire gostaria de ver a utopia feita realidade, foi o que eu pensava quando Sonilda me contava sobre a ERTE, e eu ouvia embevecida. E recordava as palavras de Paulo Freire que têm sido minha permanente inspiração e minha orientação na vida: Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenho para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.

Sonilda e essa maravilhosa equipe que com ela construiu a ERTE transformaram o mundo de um grande número de crianças e adolescentes camponeses, para os quais tinham um certo sonho ou projeto de mundo, uma utopia da qual não se limitaram a falar, mas construíram, com práticas com ela coerentes, em apenas 15 anos, historicamente um curto tempo, uma realidade que é essa admirávelescola comprometida com uma educação de qualidade que garante igualdade, cidadania, direitos, respeitando as condições de vida, a cultura, as expectativas dos que vivem no campo. A minha vida tem sido dedicada à luta por uma escola pública que promova equidade, justiça social, igualdade de direitos para os grupos oprimidos da sociedade, mas diante da ERTE, dos 15 anos da ERTE, me sinto pequena, porque ainda longe de ver realizada a utopia que persigo, mas me sinto também feliz e gratificada, porque a utopia se fez realidade em Jaguaquara, na Escola Estadual Rural TaylorEgídio, a ERTE: em algum lugar deste país um grupo vem transformando o mundo, um grupo vem comprovando que é possível transformálo, que sonhos podem realizar-se.

Eu me sinto feliz por saber da utopia feita realidade; Paulo Freire se sentiria feliz se ainda entre nós estivesse e soubesse de sua utopia feita realidade. Assim, tenho a audácia de dizer que é não só em meu nome, mas também no dele, nosso mestre, que escrevi este prefácio.

Minidicionário do falar rural (livro completo)

 

Clique no link abaixo para fazer o download do livro completo em em PDF:

Minidicionário falar camponês de Jaguaquara – Bahia 2013

Um minidicionário do léxico e das  expressões utilizadas pelos camponeses de Jaguaquara‐Ba foi um sonho que acalentamos desde a inauguração da Escola Estadual Rural Taylor‐Egídio (ERTE), em março de 2001.

Em 2005, a partir da disposição e do espírito de pesquisa dos discentes do segundo semestre da disciplina Língua Portuguesa III, do Curso de Letras da UESB, demos o passo inicial para a documentação efetiva de um léxico e de uma sintaxe peculiares aos camponeses, que devem ser preservados por de registros como este.

Assim, em novembro de 2005, os referidos discentes, em parceria com os docentes da ERTE, participaram da primeira edição do minidicionário do falar rural das famílias camponesas, cujos filhos e netos eram alunos do projeto ERTE.

Naquele momento, a equipe discente da UESB responsável pela produção final do trabalho foi composta por: Edméia da Silva Casaes, Fagner da Silva Souza, Israel Nery santos, Jeane Borges dos Santos, Mary Sandra Bispo Barros, Nara Silva de Oliveira e Romilda da Conceição Silva.

Neste instante, oito (8) anos após a primeira edição, o mesmo espírito de pesquisa e compromisso foi encontrado nos discentes do Curso de Letras da UESB, da disciplina Língua Portuguesa III, terceiro semestre matutino, 2012/II. Então, decidimos dar continuidade à pesquisa. Desta feita, acrescentando as análises dos fenômenos linguísticos encontrados.

A presente edição traz informações sobre palavras frases, localidades e cacterísticas dos falantes camponeses que contribuíram para a realização e sistematização da pesquisa. Apresenta palavras e frases na variável padrão, utilizadas por falantes urbanos. E busca nomear e/ou explicar os fenômenos linguísticos.

Sonilda Sampaio